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O VEI 3 que enterrou uma cidade

Nevado del Ruiz

A erupção de 1985 foi pequena. O lahar foi enorme. Armero desapareceu sob lama e mais de 20 mil pessoas morreram. É a aula mais dura desta biblioteca sobre gelo e aviso ignorado.

Também conhecido como Paramillo de Ruiz.

País
Colômbia
Continente
América do Sul
Altitude
5.321 m
Tipo
Estratovulcão
Status
Ativo
Última erupção
Desgaseificação e cinza na década de 2020; a crise definidora é 13 de novembro de 1985
Estilo eruptivo
Freatomagmática
VEI máximo
VEI 3
Região
Arco vulcânico andino
Coordenadas
4,89°N · 75,32°O

Na noite de 13 de novembro de 1985 um pulso eruptivo derreteu parte da calota. A lama desceu o Lagunilla e chegou a Armero depois da meia-noite. Mapas de perigo existiam. A evacuação não aconteceu a tempo. O número de mortos fez do Ruiz o desastre vulcânico mais letal desde o Pelée.

O VEI 3 desta ficha está longe do Tambora. O ranking de explosividade engana. O ranking de vítimas não.

Manizales vive à vista do nevado. O observatório que faltava em 1985 existe hoje. A cinza dos anos 2010 e 2020 reabre o ensaio, com outra memória.

Geologia

Estratovulcão andesítico com calota glacial. O sistema de ravinas do Lagunilla, Gualí e Chinchiná é o mapa real do risco.

Riscos

Lahar nos vales, cinza sobre o Eixo Cafetero, e a tentação de achar que um VEI baixo é um risco baixo.

Monitoramento

Serviço Geológico Colombiano, observatório de Manizales.

Histórico de erupções

  1. Erupção histórica com lahar já então documentado.

  2. Lahar no mesmo corredor que depois destruiria Armero.

  3. 13 de novembro: Armero soterrada.

Curiosidades

  • Omaira Sánchez, presa na lama, virou o rosto mundial do desastre — a ficha lembra o nome sem o transformar em espetáculo.
  • O Observatório Vulcanológico de Manizales nasce desta falha coletiva.
  • Armero não foi reconstruída no mesmo sítio; o chão virou memorial.

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Mesmo arco, mesmo tipo ou o par que a ficha pede para comparar.