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O gelo que pode virar lahar

Rainier

O risco vulcânico mais grave do noroeste americano não é a lava: é o gelo. Seattle e Tacoma sentam em depósitos de lahars antigos do Rainier.

Também conhecido como Tahoma, Mount Rainier.

País
Estados Unidos
Continente
América do Norte
Altitude
4.392 m
Tipo
Estratovulcão
Status
Ativo
Última erupção
Última erupção magmática no século XV; fumarolas e calor no cume
Estilo eruptivo
Pliniana
VEI máximo
VEI 4
Região
Círculo de Fogo do Pacífico
Coordenadas
46,85°N · 121,76°O

O Rainier carrega mais gelo que todos os outros cones das Cascades juntos. Um pulso de calor, um deslizamento de flanco alterado hidrotermalmente, e o vale do Puyallup ou do Nisqually vira rio de lama. Orting foi construída em cima dessa memória.

A última erupção magmática é do século XV. Fumarolas no cume e sismicidade rasa mantêm o status ativo. O mapa de evacuação das escolas do condado de Pierce é um documento vulcanológico tanto quanto pedagógico.

Ao lado do Saint Helens, o Rainier é a lição invertida: quem falou ontem não é necessariamente quem mais ameaça amanhã.

Geologia

Estratovulcão andesítico profundamente alterado por hidrotermalismo. Flancos instáveis e um sistema glacial extenso.

Riscos

Lahar em vales densamente povoados, deslizamento de flanco e, em segundo plano, uma erupção explosiva.

Monitoramento

CVO/USGS, com lahar detection systems nos vales principais.

Histórico de erupções

  1. Lahar de Osceola: um dos maiores do Holoceno, alcança o Puget Sound.

  2. Última atividade eruptiva relevante (idade aproximada).

  3. Relatos de vapor no cume; sem confirmação de magma novo.

Curiosidades

  • O lahar de Electron, há cerca de 500 anos, deixou um terraço onde hoje há bairros.
  • É o pico mais proeminente dos Estados Unidos contíguos.
  • Sirenes de lahar em vales do sul tocam em exercício escolar.

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