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O teto de Java que não descansa
Semeru
O ponto mais alto de Java cospe cinza com uma regularidade quase horária. Em 2021 um fluxo piroclástico desceu o vale de Lumajang.
Também conhecido como Mahameru.
- País
- Indonésia
- Continente
- Ásia
- Altitude
- 3.676 m
- Tipo
- Estratovulcão
- Status
- Ativo
- Última erupção
- Explosões e fluxos frequentes; crise grave em dezembro de 2021
- Estilo eruptivo
- Vulcaniana
- VEI máximo
- VEI 3
- Região
- Arco da Sonda
- Coordenadas
- 8,11°S · 112,92°L
O Semeru é o cone sul do complexo Tengger, vizinho do Bromo. Enquanto o Bromo é cratera-postal, o Semeru é máquina. Explosões pequenas sobem a cada 20–30 minutos em fases típicas. O perigo grande vem quando a chuva ou um colapso transforma o depósito em fluxo que desce o Besuk Kobokan.
Em 4 de dezembro de 2021 um fluxo enterrou vilas em Lumajang e matou dezenas de pessoas. Muitos moradores estavam acostumados ao “barulho de sempre”. A ficha insiste nessa armadilha: frequência alta anestesia o alerta.
Alpinistas sobem o Mahameru de madrugada para ver a sombra do cone no mar de nuvens. A permissão depende do nível de alerta — e o nível muda depressa.
Geologia
Estratovulcão andesítico-basáltico no extremo sul do complexo Tengger. O conduto aberto produz atividade quase persistente.
Riscos
Fluxos piroclásticos, lahares, cinza na trilha do cume e a banalização do risco pela frequência.
Monitoramento
PVMBG com posto em Gunung Sawur; sirenes nos vales de Lumajang após 2021.
Histórico de erupções
-
Crise explosiva documentada no período colonial.
-
Fluxo piroclástico em Lumajang; dezenas de mortes.
-
Nova sequência de fluxos; evacuações repetidas.
Curiosidades
- Mahameru evoca o monte Meru da cosmologia hindu-javanesa.
- A sombra triangular do nascer do sol é um dos fenômenos ópticos mais procurados de Java.
- O arenito e a cinza do vale viram lahar a cada estação chuvosa, mesmo sem erupção nova.
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Mesmo arco, mesmo tipo ou o par que a ficha pede para comparar.