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O fogo que olha Yogyakarta
Merapi
O estratovulcão mais ativo da Indonésia. Cúpulas no cume colapsam em nuvens ardentes que descem vales povoados a sul.
Também conhecido como Gunung Merapi.
- País
- Indonésia
- Continente
- Ásia
- Altitude
- 2.910 m
- Tipo
- Estratovulcão
- Status
- Ativo
- Última erupção
- Cúpulas e fluxos piroclásticos recorrentes na década de 2020
- Estilo eruptivo
- Peleana
- VEI máximo
- VEI 4
- Região
- Arco da Sonda
- Coordenadas
- 7,54°S · 110,45°L
Merapi significa “montanha de fogo” e não é metáfora. A cada poucos anos uma cúpula andesítica cresce no cume e desaba. Os fluxos piroclásticos seguem os rios — Gendol, Boyong — onde há aldeias, templos e arrozais. Yogyakarta fica a 30 km, perto demais para o mito, longe o bastante para a cinza ser rotina.
Em 2010 a crise matou mais de 300 pessoas e deslocou dezenas de milhares. Os “penjaga”, guardiões espirituais da montanha, fizeram parte do debate público tanto quanto os sismógrafos. A ficha registra as duas linguagens sem as fundir.
Java Central é uma das densidades rurais mais altas desta biblioteca. O Merapi não compete em altitude; compete em frequência.
Geologia
Estratovulcão andesítico jovem sobre um edifício mais antigo. O risco dominante é o colapso de cúpula, não a coluna pliniana.
Riscos
Fluxos piroclásticos nos vales sul, lahares na estação chuvosa, cinza sobre o aeroporto de Yogyakarta.
Monitoramento
BPPTKG (braço do PVMBG em Yogyakarta), um dos postos mais experientes da Indonésia.
Histórico de erupções
-
Crise com milhares de mortes nos vales do sul.
-
Fluxo piroclástico atinge aldeia turística; dezenas de mortes.
-
Maior crise recente; evacuação em massa e mudança de zona de risco.
Curiosidades
- O Labuhan, oferenda anual, continua mesmo nas fases de alerta.
- A cinza do Merapi fertiliza o arroz e destrói o telhado no mesmo ciclo.
- Há um museu da erupção em Yogyakarta feito com casas que a nuvem deixou de pé.
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Mesmo arco, mesmo tipo ou o par que a ficha pede para comparar.