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O cone branco sobre Arequipa

Misti

Arequipa nasceu olhando o Misti. A cidade branca cresceu no depósito de crises antigas. A próxima cinza cairia sobre meio milhão de pessoas.

Também conhecido como El Misti.

País
Peru
Continente
América do Sul
Altitude
5.822 m
Tipo
Estratovulcão
Status
Ativo
Última erupção
Fumarolas e possível crise menor em 1985; última magmática relevante no século XV
Estilo eruptivo
Vulcaniana
VEI máximo
VEI 4
Região
Arco vulcânico andino
Coordenadas
16,29°S · 71,41°O

O Misti é o postal de Arequipa e o seu maior problema geológico. Erupções do século XV deixaram cinza e fluxos na área que hoje é urbana. Desde então, sobretudo fumarolas. O status ativo se justifica pelo sistema hidrotermal e pela juventude do edifício.

Chachani e Pichu Pichu flanqueiam o cone. O trio define a bacia. O risco que o mapa da defesa civil desenha é de cinza, lahar em quebradas e pânico metropolitano — não de uma cidade pequena de ravina.

Ao lado do Sabancaya, que fala mais, o Misti é o que importa mais se falar.

Geologia

Estratovulcão andesítico simétrico, com duas crateras somitais e depósitos holocênicos sob Arequipa.

Riscos

Cinza sobre Arequipa, lahar em quebradas urbanas, e o tempo de evacuação de uma metrópole de altitude.

Monitoramento

OVI-INGEMMET e IGP; câmeras visíveis da cidade.

Histórico de erupções

  1. Crise do século XV citada em crônicas e em cinza urbana.

  2. Aumento de fumarola; interpretação de crise menor.

Curiosidades

  • O sillar, a pedra branca de Arequipa, não é lava do Misti — mas a cidade e o cone são uma só paisagem mental.
  • Uma cruz e antenas no cume lembram que o edifício também é mirante.
  • Inca e colônia já tratavam o Misti como apu — montanha com agência.

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