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O ano sem verão nasceu aqui
Tambora
A maior erupção histórica documentada. Em 1815 o Tambora perdeu mais de um quilômetro de altura e a cinza bagunçou a colheita do hemisfério norte.
Também conhecido como Mount Tambora.
- País
- Indonésia
- Continente
- Ásia
- Altitude
- 2.850 m
- Tipo
- Estratovulcão
- Status
- Ativo
- Última erupção
- Atividade menor em 1967; a crise definidora é 1815
- Estilo eruptivo
- Pliniana
- VEI máximo
- VEI 7
- Região
- Arco da Sonda
- Coordenadas
- 8,25°S · 118°L
Antes de 1815 o Tambora era mais alto — talvez acima de 4.000 m. A erupção de abril daquele ano abriu uma caldeira de 6 km, matou dezenas de milhares em Sumbawa e Lombok (muitos pela fome que veio depois) e injetou aerossóis o bastante para esfriar 1816. A Europa chamou aquilo de “ano sem verão”.
A cultura Tambora, um povo da península, desapareceu sob a cinza. É um dos poucos casos em que uma erupção apaga uma língua e um sítio de uma vez.
Desde então o edifício só sussurra. A caldeira tem um lago e um cone pequeno. A ficha existe porque o VEI 7 histórico ainda é a régua com que se mede Yellowstone e as crises minoicas.
Geologia
Estratovulcão traquibasáltico a traquiandesítico com caldeira de 1815. O volume ejetado estima-se em dezenas de quilômetros cúbicos.
Riscos
Nova crise explosiva (baixa probabilidade no curto prazo), cinza sobre Sumbawa e o efeito climático de um evento raro.
Monitoramento
PVMBG com posto local; a caldeira é remota e o turismo de borda é limitado.
Histórico de erupções
-
Erupção VEI 7; caldeira, tsunami local, fome regional e esfriamento global em 1816.
-
Atividade menor no fundo da caldeira.
-
Última crise magmática pequena registrada.
Curiosidades
- Frankenstein e o céu de Turner são frequentemente ligados ao aerossol de 1815–16.
- A caldeira só foi mapeada com rigor no século XX; o isolamento de Sumbawa atrasou a ciência.
- O cume atual é o bordo da ferida, não o pico original.
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Mesmo arco, mesmo tipo ou o par que a ficha pede para comparar.